Precisamos falar sobre o desfile da Lab Fantasma

Lab SPFW - N42 Outubro / 2016 foto: Marcelo Soubhia/ FOTOSITE

É impressionante, como coisas incríveis e que tem o poder de mudar perspectivas podem acontecer dentro de uma caixa preta, na sala de um desfile, em cima da passarela. No segundo dia dessa SPFWn42 vimos a apresentação mais impactante dessa edição, digo isso sem medo, mesmo com a semana de moda ainda no meio, mas é que o que a Lab Fantasma fez, foi mais que um desfile, foi um movimento.

A marca do rapper Emicida e seu irmão Fióti com direção criativa de João Pimenta trouxe vida e verdade pra a passarela, com múltipla diversidade de modelos, a representatividade foi a palavra de ordem do desfile. Modelos negros, plus sizes, com cabelos afro lindíssimos, dominaram a apresentação cheia de estilo e atitude. Sem falar na própria coleção Yasuke (nome de um samurai negro) que mescla África e Ásia de forma muito criativa, cheia de assimetrias, logomania e peças oversized, num street wear atualizado.

O discurso de empoderamento veio através de cada detalhe, a Lab mostrou a realidade, a diversidade, a vida que acontece fora da caixa preta. A apresentação exalou a moda das ruas e como disse Emicida, “A rua é nós” e, finalmente, nós estávamos representados na semana de moda, do casting ao público. Foi emocionante ver “o dia que a favela invadiu a Fashion Week”, como disse o rapper. O dia que a favela deu o recado no maior evento de moda do país.

 Aperta o play pra ver o espetáculo:

Sem dúvidas um marco. Emicida disse: “Fiz com a passarela o que eles fez com a cadeia e com a favela, enchi de preto”. Cara, tu fez história na moda brasileira.

Foto: Marcelo Soubhia/FOTOSITE

 

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Diversidade e desconstrução dos padrões de “feminino” com a H&M

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O que é beleza feminina pra você? Quais símbolos são femininos? O que é feminilidade? Perguntas complexas, não? Embora muitas pessoas possam ter repostas na ponta da língua pra esses questionamentos, sabemos que os padrões de beleza são excludentes, crueis e altamente limitadores.

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Pensando nesses questionamentos, a H&M lançou a campanha de outono com conceito de representatividade e rompimento dos padrões de beleza e do esteriótipo de feminino disseminado na mídia. Trazendo mulheres empoderadas, como Adwoa Aboah, Lauren Hutton, Jillian Hervey, Hari Nef, Pum Lefebure, dentre outras, a campanha foca na diversidade e na desconstrução do “feminino”.

campanha-hem-desconstroi-padroes-feminino-empoderamento-3Aperta o play pra ver como é linda a diversidade:

Por mais campanhas que incentivem a nos amarmos como somos! <3

 

 

 

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#EuMeAtraio

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A Avon só tem dado close certo nas campanhas pra internet, né? A desconstrução começou com a campanha #SintaNaPele do BB Cream Matte Avon Color Trend que trouxe diversas personalidades que colocam em questionamento a ideia de gênero como Liniker, As Bahias e a Cozinha Mineira e a maravilhosa e eterna Elke Maravilha. Ainda teve mais tiro certo com a campanha #OQueTeDefine pra a máscara Big & Define com Karol Conká, Mc Carol e LAY cantando sobre o empoderamento de cada uma e desconstruindo os padrões de beleza.

Agora, pra divulgar a nova fragrância, Attraction, trouxe a ideia do “eu me atraio quando me vejo em você”. Na campanha #EuMeAtraio, os dois personagens principais formam um casal que rompe os padrões, uma mulher que foge do modelo de beleza atual com um homem distante do esteriótipo do masculino na mídia, ambos completamente diferentes um do outro e, mesmo assim, parecidos, mostrando a liquidez das fronteiras de gênero.

Sem dúvidas, essas campanhas da Avon demonstram o inicio de uma mudança na desconstrução dos padrões que tanto aprisionam e machucam, mas uma pena que esses conceitos maravilhosos só estão na internet, né? Esperamos ver mais campanhas assim também em outras mídias e em outras marcas.

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