Uau ou uó: Boxer braids

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Desde o fim do ano passado o penteado que tem feito a cabeça das celebrits são as boxer braids, uma referência ao penteado das boxeadoras na hora da luta (vide o filme menina de ouro, quem lembra? hehehe). Na gringa, o penteado virou febre, sendo usado desde os momentos fitness até o red carpet. Além das celebridades e modelos (até Ariana Grande deixou de lado seu rabo de cavalo altíssimo pra usar as tranças) que viraram addicteds das tranças, as bloggers e fashionistas também aderiram em peso a trend.

Um dos pontos que colaboraram pra que o penteado virasse esse fenômeno é a praticidade, as tranças deixam o cabelo no lugar o dia inteiro, sem bagunça e com muito estilo, além de ser super fácil de fazer em casa, curinga ideal nos bad hair days da vida. As tranças começam embutidas desde o inicio da raiz do cabelo, até o fim da cabeça e só se soltam no comprimento, essa configuração faz com que o penteado seja bastante versátil e perfeito pra os dias de correria, pra disfarçar a coloração ou o corte que não deu certo e também pras meninas que estão passando pela transição capilar.

Mas, sem dúvidas, as grandes responsáveis pela febre da tendência são as irmãs do clã Kardashian-Jenner que já foram clicadas diversas vezes usando boxer baids e ajudaram a popularizar as tranças nesse formato e, por isso, a polêmica entorno do penteado. O questionamento sobre o fetichismo cultural do clã é tema recorrente nas conversas sobre as trend setters e, nesse caso, muita gente tem apontado que as tranças embutidas, enquanto fashion trend, são um ponto de apropriação cultural, pois sempre foram um penteado que as meninas de cabelo afro costumavam usar, sendo conhecidas aqui na Bahia como tranças nagô, uma referência a cultura e não a uma tendência. Mesma polêmica que rolou na época do desfile do verão 2013 da Tufi Duek, que com uma beleza incrível e super antenada, trouxe o penteado pra passarela da SPFW.

Que as boxer braids (ou tranças nagô) fizeram a cabeça da gente é certo, mas pra vocês, a polêmica tem fundamento ou não?

 

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