Lowsumeris: mais que uma nova forma de consumir, uma necessidade

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Talvez você ainda não saiba o que significa, mas com certeza vai aderir ao lowsumerism. A palavra pode até parecer estranha já que é o resultado da junção de duas outras que não costumam andar muito próximas: low (baixo) e consumerism (consumismo). Seguindo a etimologia, seria uma espécie de onda de baixo consumismo. Não é que o consumo vá deixar de existir ele apenas está mudando de acordo com o comportamento da geração que a vive. O consumismo, que é caracterizado pelo excesso, dá lugar ao consumo, colocando em prática a ideia de ter apenas o que é realmente necessário em termos de bens materiais.

O conceito por trás da palavra vem sendo trabalhado por diversas agências de coolhunter numa observação da tendência à queda do consumo com o qual estamos acostumados. Embora, sim, ele seja apontado como uma tendência de consumo, na atual convergência contemporânea o lowsumerism se faz presente como uma necessidade. Não apenas por conta da crise econômica mundial ou da noção cada vez mais clara do esgotamento de recursos do planeta, mas pela mudança de postura das atuais gerações, que observam o consumismo (preste atenção que não estamos falando de consumo e sim de consumismo) como algo negativo e desagregador.

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Embora possa parecer partilhar do mesmo conceito, o lowsumerism não é o mesmo que economia compartilhada, que parte do acumulo de bens materiais pra a aquisição de serviços e experiências, geralmente relacionados ao enriquecimento de experiências pessoais como viagens e cursos ou com a ideia de bens compartilhados. Os serviços de streaming como Netflix ou Spotify, serviços de compartilhamentos de bicicletas de cada cidade e serviços de alugueis como Airbnb ou Uber, por exemplo, que não param de crescer (mesmo com a crise econômica) fazem parte do conceito de economia compartilhada. Percebe-se aí que nesse processo o desejo de consumo se traduz no compartilhamento de posses.

A questão do lowsumerism é realmente sobre uma mudança de comportamento. É questionar e refletir sobre a real necessidade de cada compra, é compreender o processo de cada produto: da sua origem ao seu descarte, passando pela sua forma de uso. Lowsumerism tem a ver com impactar o minimo possível o planeta, se importar com o trabalho, os trabalhadores e os materiais que estiveram envolvidos na confecção dos produtos. O lowsumerism é, na verdade, mais que uma tendência de consumo, é um movimento, um estilo de vida, que se importa com cada fase do processo de forma sincera, com a única pretensão de poder viver em um lugar melhor.

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Look com Dendê

OMG! Nem acredito que estou finalmente fazendo esse post, hahaha! Depois de falarmos horrores da campanha Look com Dendê do Shopping da Bahia (já leu o post sobre o lançamento da campanha aqui?) é chegada a hora de mostrar os ensaios por aqui.

Como vocês sabem, um time de bloggers foi selecionado pra estrelar a campanha de verão do shopping. O conceito das fotos era exatamente mostrar esse nosso dendê nas produções, mas com o tempero único de cada um. O resultado foram visuais bem a cara da Bahia cosmopolita que a gente vive.

Nem preciso dizer o quanto amei essas fotos, dá pra sentir a animação dos bastidores nos cliques dos editoriais. Confere a primeira pitada aqui, que aos pouquinhos vou postando os ensaios completos pra vocês!

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Fotografia: Marianna Calmon
Produção de Moda e Stylist: Nathália Luna e Luã Lima

 

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Tudo Lindo & Misturado, sem gênero e com diversidade!

Vocês já devem ter percebido que a C&A é uma das minhas marcas prediletas, sempre de olho nas tendências e consciente de seus processos de produção. Agora, a fast-fashion ganhou meu coração de vez. Desde o início de março a marca se reposicionou no mercado e mudou toda a linha de marketing e, por tanto, sua imagem e visão.

cea-TudoMisturado-1A campanha “Tudo Lindo & Misturado” trouxe uma nova ideia de moda pra a maior fast-fashion do país. Primeiro foram divulgadas as imagens que já trazem uma direção de arte bem diferente do que estamos acostumados a ver quando se trata de grandes varejistas. O primor pela estética chama logo atenção, mas, o mais interessante é ver a marca assumir a diversidade em seus cliques, com modelos que compõem um casting com representatividade e muita atitude.

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Essa representatividade também é vista no filme “Misture, Ouse e Divirta-se“, que vai além no conceito e mostra o que pode ser o inicio de uma mudança histórica pra o mercado de fast-fashion: a ideia de moda sem gênero. Discretamente, a C&A propõe esse conceito ao mostrar a primeira modelo já usando uma cueca e, ao longo do curta, um modelo de vestido, e eles seguem correndo atrás de suas roupas sem se importar com os padrões de gênero preestabelecidos.

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É discreto, mas é um começo muito louvável, principalmente pelo modo como é abordado na campanha, com tanta naturalidade que não precisa sequer ser o centro das atenções, pois é simplesmente algo que acontece na vida. Outro ponto maravilhoso do filme é a leveza e a naturalidade da nudez, reforçando o conceito de que não importa qual peça se veste (ou não se veste, hehehe).

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O que mais me encantou nesse reposicionamento, além da diversidade, é justamente essa naturalidade que está impressa em cada detalhe da campanha. Como se a AlmapBBDO (agência de publicidade) tivesse capturado o espírito dessa geração que percebe que não há sentido na distinção de gênero e que clama por representatividade.

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