A representatividade da nova Barbie

Imagine crescer num mundo em que você não se vê representada em lugar algum. Imagine ter apenas brinquedos que não te refletem. Imagine ter bonecas que não combinam com o que você é. Imagine desejar uma Barbie, mesmo ela sendo tudo que você não é. Não parece fácil, e não é mesmo. As discussões sobre a representatividade da diversidade tem crescido, principalmente em torno da boneca que sempre representou o desejo feminino desde a infância.

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Muito embora a Barbie seja um exemplo positivo de mulher independente – sim, a Barbie nunca se casou (só as amigas dela), se sustenta sozinha, e exerce a profissão que quer – a boneca também é um esteriótipo que prejudica a auto estima feminina, justamente pelos motivos já citados.

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Mesmo com edições especiais pra colecionadores nas quais a Barbie aparece em diferentes formas, etnias e culturas, a boneca que chega às prateleiras das lojas e aos quartos das meninas segue um padrão bem rígido e pouco representativo. O corpo esquio, magro, alto, com cabelo loiro e liso e olhos azuis já gerava crise na Mattel há anos, mas as mudanças demoraram a acontecer e só chegaram depois da queda nos lucros.

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A diminuição nas vendas demonstrou a insatisfação pela não representatividade e fez com que, finalmente, mudanças boas viessem. Depois de anos de pesquisa e produção secreta a fabricante anunciou a pluralidade da nova Barbie. Agora a boneca tem 3 novos tipos de silhueta, 7 tons de pele, 22 cores de olho, 14 formatos de rosto, 30 cores de cabelo e 24 penteados.

São movimentos como esses que mudam a auto estima de toda uma geração de mulheres que serão representadas em bonecas desejadas e assim aceitarão suas imagens, lindas como são, diferentes como são e especiais pra cada uma.

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