TV da Nathi: House Of Cards

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Sou do tipo de pessoa viciada em televisão, adoro assistir qualquer conteúdo, principalmente os ficcionais, de novelas mexicana (como não amar Paola Bracho?! kkkkk) passando pelos seriados da Globo, embora carregados dos costumes das novelas, se mesclam com uma linguagem cinematográfica bastante interessante (muitos corações para Amor em 4 Atos e Amores Roubados), até as história bíblicas da Record (me julguem, kkkkk, mas eu assisti desde a primeira minissérie e to super curiosa para ver a novela que vão lançar esse ano, kkkkkk). No meio de toda diversidade sempre teve espaço para as séries internacionais, principalmente as norte-americanas e inglesas, o SBT sempre teve uma seleção maravilhosa de séries que passavam durante a madrugada. Então já estava na hora de dividir isso com vocês, na nova tag do Tendencialis, Tv da Nathi!

Não tinha série melhor para começar a tag que meu atual amor: House of Cards. É até difícil falar sobre a série. Sabe quando você gosta tanto de uma coisa que só consegue dizer que é muito boa, mas não consegue explicar?! É o que House of Cards desperta em mim, hahaha. A série original do Netflix é baseada no livro de Michael Dobbs que conta a história do congressista Frank Underwood (Kevin Spacey), líder do partido democrata, que é traído pelo presidente da república e, a partir disso, começa uma jornada para chagar a Casa Branca. Com a ajuda da esposa Claire Underwood (Robin Wright) e da jornalista Zoe Barnes (Kate Mara), Francis passa a manipular todos a sua volta para chegar ao poder. O que começa com jogo de favores e chantagens vai ficando cada vez mais profundo e embaraçado, em certo ponto da trama as jogadas começam a ficar assustadoras!

A série tem excelentes atores (elogiar Kevin Spacey seria redundante) e os personagens são bem intrigantes e reais. Não existe aquela história de bom e mau, o certo e o errado acabam se entrelaçando e nessa mistura de sentimentos a gente acaba torcendo pelo Francis, mesmo (ou principalmente) depois de tudo o que ele faz. Além da extrema simpatia do personagem principal ainda tem a Claire, sua esposa, que mostra toda a força da mulher na trama. Impossível não notar o figurino impecável da personagem que exala elegância (e merece um post só dela). Só posso dizer que quando crescer quero ser essa mulher, hehehe! Embora muitos digam que Claire não é flor que se cheire eu não consigo enxergar essa “maldade”, vejo uma mulher muito forte, focada e determinada para chegar aonde sempre quis, além de muito competente e inteligente. Admiro muito mais  a Claire, inclusive, que o Frank. A relação dos personagens principais é incrível e bem particular, eles sabem onde querem chegar e se apoiam independente de qualquer coisa. Acho que nunca vi um casal com um companheirismo tão sincero em outra trama.

Sem contar os personagens secundários que enriquecem muito a história, na primeira temporada tem a jornalista Zoe Barnes que ilustra muito bem os bastidores das notícias. Com o passar do tempo fui me afeiçoando muito ao chefe de gabinete do Frank, Doug Stamper (Michael Kelly), um personagem bem interessante, e ao Edward Meechum (Nathan Darrow), o segurança. Cada personagem que aparece é importante para história, nada acontece de forma aleatória ou sem proposito. É muito interessante ver a construção e evolução de cada um na série, como o Meechum vai se tornando importante e ganhando a confiança dos Underwood ou a história pessoal do Doug e por aí vai… A humanização do Francis através dos momentos dele na churrascaria e da Claire com seu (im)possível “amante” conseguem ser bem simples e sensíveis ao mesmo tempo.

Nesse momento já estou morrendo de vontade de contar tudo sobre a série e com medo de soltar spoilers… hehehe. Mas vou me conter em dizer que o roteiro é inteligentíssimo e cada episódio de HOC é mais surpreendente que o outro, o final da segunda temporada é de tirar o fôlego! A produção é excelente, a sensação de estar nos bastidores políticos é muito real e as tensões, surpresas e emoções são muito tocantes. HOC é aquele tipo de série que te faz interagir com a tela, e ela te chama mesmo! A quebra da quarta parede é um recurso bem explorado pelo personagem do Kevin Spacey que dialoga com a gente como se estivéssemos ali mesmo acompanhando tudo, ou seja, só te traz ainda mais para dentro da história.

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Já deu para perceber que a série é imperdível (e que eu estou um tantinho viciada, kkkk), né?! Então corre para o Netflix que as três primeiras temporadas estão exclusivamente lá. É só começar a assistir que não dá mais para parar! Depois me contem se gostaram da indicação ou se já curtem HOC vem aqui resenhar, kkkkk!

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